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A PRÓPOLISA PRÓPOLIS

Antibiótico natural isento de efeitos colaterais. No número de março de 2002 de Itália

Ornitológica no artigo “Os fármacos como preventivos”, tínhamos feito alusão a algumas afirmações

de médicos pesquisadores, nacionais e internacionais, sobre os efeitos colaterais dos fármacos.

Enfatizava-se o conceito segundo o qual antes de se empregar um fármaco é necessário avaliar, caso

por caso, se são maiores os riscos que se correm ou os benefícios desejados.

Todos os fármacos apresentam efeitos colaterais?

Da Fitoterapia (medicina natural) aprendemos que existe na natureza uma resina que

reveste as frutos de algumas plantas como o pinheiro, o salgueiro, o olmo, a cerejeira e tantas outras

que as abelhas recolhem e elaboram com as enzimas de suas secreções a assim chamada Própolis,

um antibiótico natural com múltiplas funções. As propriedades terapêuticas da própolis foram

descobertas em tempos remotos e foram os egípcios quem utilizaram esta substância para os

cuidados do aparelho respiratório, para os estados gripais, para as infecções da pela, para

cicatrização das feridas, e para outras afecções de natureza variada. Num primeiro momento, os

efeitos benéficos foram empiricamente demonstrados, até que, recentemente, alguns pesquisadores

no campo da Fitoterapia, entre eles o Francês Pierre Lavic (1960) descobriu neste antigo fármaco os

seus numerosos componentes (veja a composição) que detalhadamente confirmaram suas

propriedades terapêuticas. Descobertas há cerca de 40.000 anos.

Composição química da própolis:

> 50% resinas e bálsamos: ácidos urânicos, ácidos aromáticos, etc...;

> 30% gorduras e vitaminas: ácidos graxos, óleos essenciais, vitaminas do grupo B,

vitamina C, vitamina E;

> 10% de polifenóis: flavonóides (galangina);

> 5% pólen;

> 5% sais minerais: cálcio, cobre, ferro, bário, crômio, etc...

Parece que são os ácidos orgânicos e os polifenóis, contidos na própolis, que desenvolvem,

principalmente, uma dupla ação antibacteriana – bacteriostática e bactericida –

significando que, respectivamente, tanto impede a multiplicação das bactérias como as mata.

Outras propriedades da própolis.

A própolis, além da propriedade antibacteriana, tem uma outra propriedade que para nós

criadores é de extrema importância. É um antimicótico. Age, sobretudo, contra a Cândida e

Microspóro, graças à presença dos polifenóis que bloqueiam o crescimento dos fungos. E

são as próprias abelhas que, segundo um instinto natural, reconhecem na própolis esta

função e a utilizam para revestir as paredes onde a abelha-rainha põe os seus ovos, como

defesa dos ataques de fungos e bactérias. Desenvolve uma ação imuno-estimulante. Esta

ação faz crescer a resistência do organismo graças ao efeito dos flavonóides (galangina) e

da vitamina C que estimulam a síntese dos anticorpos e potencializam o sistema

imunológico contra os agentes patogênicos. Segundo as afirmações de renomados

fitoterapeutas, a própolis não tem efeitos colaterais e pode ser utilizada também por longos

períodos e em doses mais elevadas.

A própolis usada nas nossas criações.

Devido à suas múltiplas ações e por ser um antibiótico natural de amplo espectro, a

própolis pode ser usada na ornitologia, sobretudo, para prevenção daquelas formas

bacterianas intestinais que no período de incubação prejudicam os filhotes até o

nascimento. Pode ser usada, também, nas doenças das vias respiratórias, dermatites das

patas que freqüentemente provocam inflamação e rubor devidos, principalmente, aos erros

alimentares, picadas de insetos e falta de higiene.

Onde encontrar a própolis?

Para as nossas necessidades podemos utilizar a própolis que aparece no comércio na forma

de solução (gotas), encontrada em farmácias (naquelas onde se encontram produtos

fitoterápicos) ou em lojas que vendem ervas e produtos naturais.

Uma recomendação: procurar um produto confiável, entre os numerosos encontrados no

comércio, preparados por empresas consolidadas e de comprovada experiência científica.

Modo de usar (posologia)

Posologia (experimental) para as doenças intestinais e respiratórias:

. 20 gotas em cada litro de água de beber no período de preparação às incubações por 15

dias consecutivos. A mesma dose durante sete dias consecutivos após o nascimento dos

filhotes;

. 30 gotas por litro de água de beber durante um período de 20 dias, no momento em que

uma infecção for manifestada. É prudente neste caso, intervir aos primeiros sintomas.

Suspender durante 10 dias e repetir a administração por mais 10 dias;

. Para as demais doenças cutâneas, algumas gotas duas vezes ao dia sobre as áreas afetadas.

CONCLUSÕES

A própolis pode ser utilizada, também, junto com outros antibióticos sintéticos. Para os

amigos criadores que, segundo uma convicção própria, não pretendem renunciar aos

antibióticos tradicionais, mencionamos, em resumo, tudo quanto tem sido relatado pelos

estudiosos qualificados no campo da fitoterapia, isto é, a ingestão da própolis pode ser feita

também simultaneamente ao antibiótico alopático.

Terminada a utilização deste, é conveniente prosseguir 10 dias com a própolis. Esta

precaução tem o objetivo de minimizar a queda das defesas imunológicas provocadas pelo

antibiótico sintético, redução esta que origina a reincidência da doença.