INFORMAÇÕES

ASPERGILOSE

ASPERGILOSE


A aspergilose é uma doença respiratória das aves causada, na maioria dos
casos, pelo fungo Aspergillus fumigatus. As aves estão expostas de forma contínua
aos esporos fúngicos presentes no meio ambiente. O fungo Aspergillus sp. e outros
fungos crescem em matéria orgânica deteriorada como grãos úmidos e fezes.
Ventilação inadequada e escassez de luz também favorecem o crescimento fúngico.
As aves inalam os esporos do fungo que estão presentes no meio ambiente e se
infectam.
Os psitacídeos são especialmente sensíveis à aspergilose. O fungo causa
doença quando a ave está imunodeprimida ou foi submetida a condições
estressantes como transporte, alimentação incorreta e falta de higiene ambiental

A aspergilose pode ser uma doença aguda ou crônica. A forma aguda é uma
doença respiratória fatal e a ave pode morrer subitamente sem apresentar sinais
clínicos. Quando presentes, os sinais são anorexia e dispnéia. Os sinais clínicos da
forma crônica variam, mas normalmente constata-se dispnéia, letargia e emaciação.
Há mudanças na voz, como diminuição do volume, mudança no tom e relutância em
vocalizar. Pode haver envolvimento do sistema nervoso central e, nestes casos,
ocorre ataxia ou paralisia (CAMPBELL, 1986, p 465). A aspergilose não é transmitida
de uma ave para outra (FORBES, 1996, p. 152).
O diagnóstico pode ser feito pelos sinais e pela história clínica. Aves com
dispnéia submetidas ao estresse ou que estão em ambientes que favorecem o
aparecimento de fungos são suspeitas. O exame radiográfico revela a presença de
nódulos nos pulmões ou nos sacos aéreos. Os sinais respiratórios não diminuem
com o uso de antibióticos. O diagnóstico pode ser feito por sorologia, laparoscopia e
biópsia cirúrgica.

As lesões observadas na forma aguda da aspergilose durante o exame
necroscópico são a presença de exudato branco no trato respiratório, congestão
pulmonar e espessamento dos sacos aéreos. Na forma crônica, as lesões mais
comuns encontradas na necropsia são nódulos granulomatosos caseosos de cor
branca, amarela ou verde no trato respiratório. Raramente esses granulomas podem
ser encontrados na boca, no trato gastrointestinal, no sistema nervoso central, nos
rins, nos olhos, na adrenal, na aorta ou nos ossos. Em alguns casos as colônias de
fungos são visíveis macroscopicamente nos sacos aéreos. Nos casos mais severos,
pode haver aderência entre as vísceras abdominais e os sacos aéreos.

No exame histopatológico, na forma aguda, observam-se focos necróticos
contendo hifas fúngicas cercadas de macrófagos e heterófilos.
Na forma crônica, há presença de
nódulos micóticos cercados por células gigantes multinucleadas, macrófagos,
heterófilos, linfócitos, plasmócitos e faixas de tecido conjuntivo fibroso.