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CORIZA

 CORIZA


É uma doença das vias respiratórias caracterizada pela inflamação das mucosas do aparelho respiratório, podendo por vezes atacar o globo ocular.
Quando a coriza vem sem febre, de forma aguda, e provocada por vírus caracteriza o estado de uma simples constipação, a qual pode ser provocada por muitos tipos de vírus, entre eles a influenza, o rinovírus, etc. Pólenes, poeiras de fenos e serragens também são capazes de irritar a mucosa nasal provocando a coriza. Assim, na forma benigna as aves conservam quase a vivacidade normal, notando-se no entanto a saída pelas narinas de um líquido mucoso. Na forma grave há inflamação da face devido à acumulação de exsudado nos seios infra-orbitários, falta de apetite, espirros frequentes, corrimento nasal e por fim vem a morte que pode atingir 50% dos efectivos.

 Esta doença tem distribuição mundial, especialmente em climas temperados e tropicais. Implica uma enorme importância económica uma vez que, pode ser responsável pela queda de postura (40% de perda). Ocorre principalmente em aves de postura e raramente em frangos. Os perus são refractários a esta enfermidade.

ETIOLOGIA E MORFOLOGIA
Bactéria: Haemophilus paragallinarum
Bacilo: Gram -, curto, imóvel, coloração polar.
Tendência ao pleomorfismo e formação de filamentos (> 48 - 60 horas de cultivo).
Pode ser encapsulado (“dribla” o sistema imune e produz toxinas).
Rapidamente o exsudado infeccioso suspenso em água é inactivado em quatro horas, fora do hospedeiro, a temperatura ambiente.
 
DIAGNÓSTICO  

Diagnóstico laboratorial:

● Colecta de exsudado dos seios infra orbitais, preferencialmente de várias aves. É possível também colectar-se exsudados traqueais ou de sacos aéreos com “swab” estéril. Da parte posterior para a parte anterior (contaminação).
Material semeado directamente em agar sangue, no qual há a posterior cultura de Staphylococcus aureus (ou epidermidis ou hyicus) que fornecerão o factor essencial V (Nicotinamida Adenina Dinucleotídeo, NAD).
Posteriormente, incuba-se por 24 horas a 37 ºC em jarra anaeróbica com vela (microaerofilia 5% CO2).
Formação de colónias minúsculas ("gotas de orvalho") adjacentes à linha de Staphylococcus sp. (satelitismo).

Testes Bioquímicos: são importantes para diferenciar H. paragallinarum da espécie apatogênica H. avium:
Sorologia:
Aglutinação em placa, AGP e HI.
3 sorotipos identificados, com alguns antigénios comuns.
Aglutinação em placa detecta aglutininas 7-14 dias PI, até 1 ano após.
AGP (Agar Gel Precipitação): de 14 dias PI até 11 semanas após.

● HI (Inibição da Hemoglutinação): não tem sido usado extensivamente para detecção de aves infectadas, mas tem algum valor na avaliação de protecção contra certas cepas vacinais. Não detecta Ac tão cedo quanto os anteriores, além de necessitar pré tratamento do soro ou até dos eritrócitos, para torná-lo viável.

PROFILAXIA:

● Separar as aves afectadas;
● Alimentação rica em vitamina A;
● Antibiótico na água da bebida;
● Ventilação adequada;
● Vacinação

TRATAMENTO:

● Antibióticos.
Clorar (ou adicionar desinfectantes à base de iodo) a água de bebida!