INFORMAÇÕES

SEMENTES

SEMENTES PARA AVES


ALPISTE

 

Alpiste ( Phalaris canariensis )
Grão rico em carboidratos. Ao contrário do que seu nome em inglês "canaryseed" sugere, este grão não é usado somente para canários, sendo, entretanto o principal componente da maioria das misturas de grãos para pássaros. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos e periquitos grandes.

ARROZ CATETO

Arroz Cateto ( Oryza sativa )
Grão rico em carboidratos e de elevada digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para curiós, bicudos, azulões, calafate, grandes periquitos, papagaios e pombos.

AVEIA DESCASCADA

Aveia sem casca ( Avena sativa )
Grão rico em carboidratos, de ótima palatabilidade e digestibilidade, portanto ingerido com muito gosto e facilidade por pássaros no ninho. Em quantidades demasiadas pode levar ao acúmulo de gordura, principalmente em canários. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos, periquitos grandes e papagaios.

CÂNHAMO

Cânhamo ( Cannabis sativa )
Grão inativado da planta Cannabis sativa. É rico em extrato etéreo (óleos) e proteína. Contém THC, que estimula o interesse sexual nos pássaros. Deve-se cuidar para que não haja exageros na quantidade de cânhamo oferecida aos pássaros, para evitar-se constipação e excessiva excitação dos animais. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos, periquitos grandes e papagaios. Um dos melhores grãos para qualquer pássaro, porém seu uso (principalmente no verão) nunca pode ser excessivo.

CÁRTAMO

Cártamo ( Carthamus tinctorius )
Planta da família das asteráceas. Grão rico em extrato etéreo (óleos). Seu uso nas misturas para periquitos, grandes periquitos, papagaios e pombos enriquece a alimentação destes animais, contribuindo para uma plumagem de melhor qualidade.

COLZA PRETA

Colza ( Brassica rapa )
Grão rico em proteína e extrato etéreo (óleos), de sabor um pouco amargo. É o mais importante grão numa mistura para canários, pois seu elevado teor de extrato etéreo (óleos) promove uma excelente saúde e um canto melodioso. Pode levar à adiposidade, se usado em demasia. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos e pássaros silvestres. Esta foto da Colza se refere à Colza fresca, geralmente as que são vendidas em aviculturas comuns são pretas não azuladas como as da foto, mas que também servem para a alimentação de Pássaros canoros, mas não possuem as mesmas propriedades nutritivas.

DARI BRANCO (SORGO)

Dari Branco ( Sorghum sp. )
Grão da família do painço. Contém elevado teor de proteína, com aminoácidos de boa qualidade. Seu principal uso é nas misturas para trinca-ferro (picharro) grandes periquitos, papagaios e pombos.

DARI VERMELHO (SORGO)

Dari Vermelho ( Sorghum sp. )
Grão da família do painço. Contém elevado teor de proteína, com aminoácidos de boa qualidade. Seu principal uso é nas misturas para trinca-ferro (picharro) grandes periquitos, papagaios e pombos.

GIRASSOL BRANCO

Girassol Branc o ( Helianthus annuus )
Este grão é rico em proteína, extrato etéreo, minerais e vitamina E. Seu principal uso é em misturas para grandes periquitos e papagaios.

GIRASSOL GRAÚDO

Girassol Graúdo ( Helianthus annuus )
Este grão é rico em proteína, extrato etéreo, minerais e vitamina E. Seu principal uso é em misturas para grandes periquitos e papagaios.

GIRASSOL RAJADO

Girassol Rajado ( Helianthus annuus )
Este grão é rico em proteína, extrato etéreo, minerais e vitamina E. Seu principal uso é em misturas para grandes periquitos e papagaios.

LINHAÇA

Linhaça ( Linum usitatissimum )
Grão da planta do linho. É rico em proteínas e extrato etéreo (óleos), principalmente do grupo Omega 3, essencial para uma excelente plumagem. Possui propriedades terapêuticas, melhorando o trânsito do bolo alimentar no tubo digestivo e contribuindo para uma melhor digestão. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos e periquitos grandes.

NÍGER

Níger ( Guizotia abyssinica )
Grão rico em extrato etéreo (óleos) e proteínas. Devido a sua excelente palatabilidade, este grão é muito apreciado por diferentes tipos de pássaros. Seu uso principal é nas misturas de grãos para canários, pássaros exóticos, pássaros silvestres, periquitos e periquitos grandes .

PAINÇO AMARELO

Painço Amarelo ( Panicum milleaceum )
Grão também conhecido por milho alvo amarelo. São grãos ricos em carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos, grandes periquitos e pombos.

PAINÇO BRANCO

Painço Branco ( Panicum milleaceum )
Grão também conhecido por milho alvo branco. São grãos ricos em carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos.

PAINÇO PRETO

 

Painço Preto ( Panicum milleaceum )
Grão também conhecido por milho alvo preto. São grãos ricos em carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos .

PAINÇO VERDE

Painço Verde ( Panicum milleaceum )
Grão também conhecido por milho alvo verde. São grãos ricos em carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos.

PAINÇO VERMELHO

Painço Vermelho ( Panicum milleaceum )
Grão também conhecido por milho alvo vermelho. São grãos ricos em carboidratos e possuem fácil digestibilidade. Seu uso principal é nas misturas para pássaros silvestres, pássaros exóticos, periquitos e grandes periquitos.

PERILA BRANCA (comum)

Perila ( Perilla frutescens )
É conhecida também como "a semente da saúde". Grão rico em extrato etéreo (óleos), principalmente do grupo dos Omega 6 e Omega 3. Importante na promoção de um canto melodioso e uma plumagem exuberante. Seu uso principal é nas misturas para curiós e outros pássaros silvestres, canários e pássaros exóticos. É o melhor grão e o mais importante para os pássaros, seu uso não pode ser excessivo.

PERILA CAFÉ

Perila ( Perilla frutescens )
É conhecida também como "a semente da saúde". Grão rico em extrato etéreo (óleos), principalmente do grupo dos Omega 6 e Omega 3. Importante na promoção de um canto melodioso e uma plumagem exuberante. Seu uso principal é nas misturas para curiós e outros pássaros silvestres, canários e pássaros exóticos. É o melhor grão e o mais importante para os pássaros, seu uso não pode ser excessivo.

LEMBRE-SE DE QUE GRÃOS GORDUROSOS (como a Colza, Linhaça, Níger, Perila, Cânhamo, Nabão...) NÃO DEVEM SER ADMINISTRADOS EM QUANTIDADE EXCESSIVA (principalmente no Verão).

Características Gerais das sementes:

  1. Alpiste - Rico em proteína e aminoácidos;

  2. Milheto - Nutritiva fonte de carboidratos;

  3. Linhaça - Deliciosa fonte de energia;

  4. Colza - Muito digestiva e rica em energia;

  5. Painço -Rico em ácidos graxos;

  6. Aveia - Saborosa fonte de proteína e vitaminas;

  7. Girassol - Deliciosa fonte de energia;

  8. Arroz - Energia de fácil digestão;

  9. Milho - Saboroso e nutritivo;

  10. Amendoim - Deliciosa fonte de energia;

  11. Cevada - Muito digestiva e saborosa;

  12. Ervilha - Rica em proteínas;

Linhaça

Sementes de linho. De cor escura ou clara. Contém um teor elevado de ácido gordo omega-3, essencial para a formação da plumagem. Melhora a sua digestão por via das suas características mucíparas.

Uso: Canários e Pintassilgos.

Origem: Bélgica / Hungria / Canadá

Alpiste

Componente principal da maioria das misturas. Pertence a família das Gramináceas. O tamanho e aspecto dependem muito do país de origem. Nestes países é considerada uma erva daninha. Pari. Muito usada na face de amadurecimento por criadores de curiós e bicudos, inclusive no cardápio dos filhotes.

Uso: Pássaros granívoros em geral.

Origem: EUA / Canadá / Argentina / Austrália / Hungria / Marrocos

Aveia Descascada

Ingerida com gosto e com facilidade pelos pássaros do ninho. Quantidades demasiadas elevadas podem levar à adiposidade.

Uso: Canários, pássaros selvagens, exóticos, periquitos, grandes periquitos, papagaio e pássaros granívoros de médio e grande porte.

Origem: Bélgica / Inglaterra / França

Cânhamo

Sementes da planta cannabis. Contém proteínas de alta qualidade. As crias adoram que os pais os alimentem com cânhamo. Estimula o ardor sexual nos pássaros (podem tornar-se demasiado excitados).

Uso: Canários, pássaros selvagens, exóticos, periquitos, grandes periquitos, papagaios, e pássaros granívoros de pequeno, médio e grande porte.

Origem: Bélgica / Inglaterra / França

Niger

A maioria dos pássaros adoram esta semente, mas que não pode faltar numa mistura de qualidade. É uma das poucas sementes que tem um ótimo equilíbrio cálcio/fósforo.

Uso: Pássaros granívoros em geral.

Origem: Nepal / Índia / Birma / Etiópia / Hungria

Nabo

Tem um sabor doce. A sua cor forte depende bastante da zona de produção. Rico em proteínas e gordura e, por isso, usar com moderação.

Uso: Pássaros granívoros em geral.

Origem: USA / Canadá / Hungria / Escandinávia / Polônia

Colza

Maior e mais escuro que o nabo. Tem um sabor mais amargo. O valor nutritivo é idêntico ao nabo.

Uso: Pássaros granívoros em geral.

Origem: Países Baixos / França / Hungria / Polônia

Sementes de Papoula

São muito ricas em gordura. Tem propriedades calmantes. Muito apropriadas para acalmar pássaros de exposição. Podem no entanto, travar o canto.

Uso: Pássaros granívoros em geral.

Origem: Hungria

Dari

Pertence à família do milho Alvo. Fornece aminoácido de boa qualidade.

Uso: Pássaros granívoros de médio e grande porte.

Origem: China / Sudão / Quênia / Índia / França / Austrália / USA

Sorgo

Uma subclasse vermelha do Dari.

Uso: Pássaros granívoros de pequeno, médio e grande porte.

Origem: França

Milho Alvo Amarelo

O milho alvo mais corrente. É composto com a maior parte das sementes desta família, por hidratos de carbono.

Uso: Pássaros granívoros de grande porte.

Origem: Argentina / EUA / Austrália / Hungria / Rússia

Milho Alvo Branco

Estas sementes de boa qualidade são menos duras e por isso - não obstante o seu tamanho maior.

Uso: Pássaros granívoros de grande porte.

Origem: EUA / ( Dakota, Colorado ) / Austrália / China

Milho Alvo Vermelho

Sementes geralmente mais duras do que as outras deste grupo. A sua cor torna as misturas mais atraentes.

Uso: Pássaros granívoros de grande porte.

Origem: Países Baixos / França / Hungria / Polônia

Milho Alvo Japonês

O milho alvo mais rico em proteínas. Aumenta a qualidade de qualquer mistura.

Uso: Pássaros granívoros de grande porte

Origem: China / Austrália / África do Sul

Painço Amarelo

Um tipo de milho alvo de grão pequeno e por isso ideal para misturas de cria.Existem muitas sub-famílias desta semente.

Uso: Pássaros granívoros de grande porte.

Origem: Austrália / Argentina / China / África do Sul

Painço Vermelho

Espécie de milho alvo muito fino.

Uso: Pássaros granívoros de grande porte.

Origem: África do Sul / Austrália / China

Girassol Raiado

Existem muitas subclasses do girassol raiado, desde muito pequena até grande e cheia. O girassol completamente preto e principalmente criado para a produção industrial de óleo. Por tratar-se duma semente que gera acúmulo de aflotoxinas deve ser oferecida pouca quantidade e cuidado no armazenamento.

Uso: Grandes periquitos e papagaios.

Origem: EUA / Canadá / Argentina / Austrália / Hungria / China / Bulgária / Romênia / França / África do Sul

Girassol Branco

É geralmente de tamanho maior do que o girassol raiado. Tenha os mesmos cuidados do Girassol Raiado.

Uso: Papagaios e Bicudos

Cartamo

Apesar da sua semelhança em forma e composição com o girassol, pertence a uma família de plantas completamente diferente, notadamente a dos cardos.

Uso: Grandes periquitos e papagaios.

Origem: China / Índia / Austrália / Hungria

Trigo Sarraceno

Planta rica em amido ( hidratos de carbono) mas pobre em gorduras, essencialmente colhida em terrenos arenosos.

Uso: Grandes periquitos, papagaios e bicudos.

Origem: Argentina / China / França / Brasil / Rússia / Hungria

Kat Jang IDJOE

Pertence à família da soja. Pelo seu poder germinativo é muitas vezes utilizados em misturas de germinar, igualmente para espécies de pássaros mais pequenos. Os rebentos são, como os da soja, muito ricos em proteínas.

Uso: Grandes periquitos, papagaios, sementes a germinar.

Origem: Tailândia / China / Austrália

Arroz Paddy

Arroz com casca. Elevada digestibilidade. Rico em carboidratos apreciadíssimos por curiós, bicudos, azulões, pássaros preto, e outros na natureza.


MISTURA DE SEMENTES

Balanceando a alimentação.

A composição e o balanceamento da mistura de sementes e seu necessário ajustamento é o que será discutido neste artigo.

Alimentação X Fases da Vida.

Como todo ser vivo, as necessidades de alimentos variam em função das fases da vida, de temperatura ambiente, do clima em que os canários vivem.

Se estiverem em muda; a troca de penas é um processo extremamente penoso e crítico para os pássaros, exigindo elementos nutritivos especiais, suas necessidades são diferentes, por exemplo, da pósmuda, quando estão aguardando a nova estação de cria, se exercitando nas voadeiras, cantando, brigando entre si.

Durante a reprodução, a cria dos filhotes exige muito das fêmeas, que se estressam e ficam mais vulneráveis às doenças oportunistas.

De modo simples, podemos dividir em três, as fases em que as aves têm necessidades de alimentação distintas:

a) Reprodução;

b) Período de Muda; e

c) Repouso.

PROTEÍNAS X CARBOIDRATOS X LIPÍDEOS.

Proteínas: São compostos nitrogenados, absolutamente necessários aos processos metabólicos de crescimento, reposições de tecidos, formação de matéria viva massa muscular, esqueleto, muda de penas, etc. Suas necessidades em períodos de reprodução são críticas para o sucesso da criação.

Carboidratos: São provedores de energia para o organismo, sendo necessário para prover calor, fazer funcionar o organismo, enfim, é o combustível da máquina chamada canário.

Lipídeos: São gorduras (graxas ou extrato de etéreo). São compostos com alta carga de energia (2,25 vezes mais que os carboidratos). É em forma de gordura que as aves e os outros animais armazenam energia no corpo para atender às situações de carência alimentar.

Composição Média das Sementes

Cada semente tem uma composição diferente de proteínas, carboidratos e lipídeos.

SEMENTES PROTEINA % CARBOIDRATOS % (energia) LIPÍDEOS % (gordura)
(composto
 nitrogenado)
Alpiste 16,6 49,0 6,4
Colza 19,6 18,0 45,0
Aveia 11,3 68,4 8,7
Nabão 20,7 5,7 40,2
Linhaça 24,2 25,0 36,5
Perila 22,6 10,6 43,2
Cânhamo 18,2 21,8 32,5
 

O alpiste é a semente mais importante na mistura. Sua composição de proteínas, carboidratos e lipídeos são a que mais se aproxima das necessidades normais dos canários. A qualidade de sua proteína, medida pelo balanço de aminoácidos e digestibilidade. O alpiste é essencial, e deve entrar na mistura de sementes com pelo menos 60% do total.

A níger, uma semente muito apreciada pelos nossos pássaros, tem elevado teor de proteínas e gorduras. É usada normalmente como provedor de proteínas na mistura.

Como tem altíssimo teor de lipídeos, sua participação deve ser limitada a 20% do total.

A colza é outra semente que, como a níger, apresenta bom teor de proteínas e teor de gorduras bastante elevado (45%). Maurice Pomarède, estudioso francês de canários, alerta para a alta toxidez desta semente, recomendando restrições ao seu uso. Outro cuidado é com relação a aquisição desta semente no mercado. Freqüentemente, vendese semente de mostarda como se fosse colza, com prejuízos evidentes para a mistura.

A aveia é um excelente provedor de energia, muito rico em amido, e especialmente rico em lisina e cistina, dois dos principais aminoácidos essenciais. Deve ser utilizada no balanceamento da mistura como o principal provedor de carboidratos. O risco desta semente é alta manifestação de fungos e outras formas de vida indesejáveis, que podem causar sérios danos à saúde dos pássaros.

A linhaça o é muito palatável. Tem alto teor de proteínas e lipídeos. Administrada durante o período de muda, tem efeito benéfico sobre a formação das penas.

BALANCEAMENTO DAS SEMENTES.

A recomendação para as nossas aves é que no período de reprodução, os teores de proteínas sejam mais elevados devido as necessidades dos filhotes, e os teores de carboidratos e lipídeos sejam menores, pois assim os canários serão levados a ingerir mais alimentos para atender às suas necessidades calóricas.

No caso oposto, no período de repouso, quando as proteínas são menos necessárias, as energias deverão ter seus teores elevados.

No período de muda, as gorduras são mais desejadas, pelo efeito positivo sobre a formação das penas, de deposição de lipocromo. Os grãos escuros (colza, níger, linhaça, cânhamo), usados sempre com parcimônia devido aos altos teores de gorduras em suas composições, ajudam nesta fase.

PERÍODO PROTEÍNAS (%) CARBOIDRATOS (%) LIPÍDEOS (%)
REPRODUÇÃO 16,0 a 18,5 40 a 45 6,0 a 8,0
MUDA 14,5 a 15,5 45 a 50 8,0 a 10,0
REPOUSO 12,5 a 13,5 50 a 60 7,0 a 8,0

Há necessidade de se usar uma ração que, oferecida aos canários, equilibre os teores dos elementos discrepantes na mistura de sementes.

Como as rações comerciais para canários descrevem na embalagem os teores destes princípios nutritivos, basta calcular os teores da mistura de sementes, e assim definir que ração adquirir, em função dos elementos para balanceamento.

Como o período mais crítico é o da reprodução, e o teor de proteínas o princípio nutritivo mais importante nesta fase, o recomendado é calcular primeiramente a mistura levandose em conta o teor da proteína, tentando manter o mais baixo possível os lipídeos.

Em seguida, determinaremos que parâmetros deverão conter a ração que vamos usar para completar a alimentação de nossos pássaros. Usandose um programa simples de cálculo, e várias tentativas procurando obter uma mistura de sementes com proteínas entre 16,0% e 18,5%, chegamos aos seguintes resultados para o período de reprodução:

Cálculo do Teor de Proteína:

SEMENTE TEOR PROTEÍNA QUANTIDADE NA TEOR PROTEÍNAS
MISTURA NA MISTURA FINAL
Alpiste 16,5 700 11,6
Colza 19,6 80 1,6
Aveia 11,3 70 0,8
Linhaça 24,2 20 0,5
Níger 23,0 130 3,0

Examinando com cuidado os resultados da análise, verificamos que os parâmetros obtidos se comparam com os desejados da seguinte maneira:

DESEJADO OBTIDO ANÁLISE
Proteína 16,0 a 18,5 % 17,5 % OK
Carboidratos 40 a 45 % 43,2 % OK
Lipídeos 6,0 a 8,0 % 14,6 % Muito elevado !

Resumindo: Vamos necessitar de uma ração com teor de gorduras muito baixo, e teores de carboidratos e proteínas dentro dos limites acima indicados para o período de reprodução.

Assim, oferecendoa aos canários, junto com a mistura de sementes acima, teremos a correção do teor de lipídeos, e consequentemente os parâmetros adequados às necessidades de nossos canários naquele momento.

Em caso de dificuldades em se encontrar uma ração com os parâmetros desejados, nos restam dois caminhos: recalcular a mistura de sementes, ou ajustar a ração por adição de elementos (nutrientes) que reduzam ou elevem os teores fora dos limites desejados.

Conclusão.

O principal objetivo deste artigo foi mostrar que é importante destinar mais atenção à alimentação. A mistura de sementes escolhida deve ser adequada à ração que utilizaremos. Elas não podem ser tratadas de forma separada, pois são componentes indivisíveis da alimentação das aves.


MISTURAS DE COMIDA E SUAS PROPRIEDADES

VIA: SR. ARMANDO ROCHA

 


 

Os grãos são formados fundamentalmente por proteínas, hidratos de carbono e gorduras.

AS PROTEÌNAS formam as albuminas digestíveis que são os principais constituintes da substância viva e imprescindíveis para a musculatura dos pombos e o crescimento dos borrachos.

OS HIDRATOS DE CARBONO cuja assimilação se transforma em dextrose ou em glicose, o mesmo que dizer, em alimentos energéticos que o corpo deixa em reserva para as necessidades do esforço muscular.

AS GORDURAS são os lípidos, constituintes fundamentais das reservas e função do tipo de alimentação e clima.

 

Vejamos os diferentes grãos que fazem parte da alimentação do pombo

 

CEREAIS

 

 

O TRIGO

 

É um dos alimentos base. Valor alimentício 76.6. Deve-se usar em todas as misturas mas nunca superior a 20%, salvo na depurativa que poderá ir a uns 30%.

 

O MILHO

 

É outro dos grãos base, valor alimentício 82. Em todas as misturas devemos usar até uns 50 % para os concursos de fundo e grande fundo. Na comida de repouso só uns 15%.

 

O DARI

 

É um grão que hoje em dia aparece em todas as misturas numa proporção não superior a 20%. Valor alimentício 80. É de cor branca.

 

O SORGO

 

É praticamente o mesmo que o DARI mas um pouco mais oleaginoso. Utiliza-se como substituto em parte do milho, na mistura de cria, e nas restantes misturas pode ter uns 10%.

 

A CEVADA

 

Valor alimentício 74 e celulose 4. Não é um alimento tão pobre como alguns crêem. É muito útil como depurativo e a sua percentagem é elevada nas misturas depurativas e de repouso. Há columbófilos que a utilizam como regulador do apetite nas misturas de concurso com uns 10 % de cevada.

 

A AVEIA

 

Valor alimentício 63.5, celulose 10. É também um grão muito conveniente nas misturas de repouso em uns 10%.

 

 

 

O ARROZ

 

Valor alimentício 82.5. muito utilizado nos concursos de fundo, dois dias antes do encestamento e no dia do encestamento, mas com casca porque contém a vitamina B para o glicogénio como reserva muscular (Hoje não existem dúvidas de que é o glicogénio o grande fornecedor energético do músculo e não as proteínas como foi pensado anos atrás e que também os ácidos gordos podem funcionar como substrato energético). No último dia, dia do encestamento dar 50% de milho, 50% de arroz com casca, já que o milho fornece glicose.

 

Acabamos de relacionar alguns cereais.

 

Vejamos as leguminosas (proteicos), muito ricos em albuminas, matéria que o pombo transforma em músculo e penas, e indispensáveis para os borrachos em crescimento:

 

LEGUMINOSAS

 

A FAVA

 

Valor alimentício 71, celulose 7. É pois um grão que podemos por em todas as misturas e em especial na de repouso pelo seu conteúdo em fibra. A percentagem não poderá ser superior a 10%.

 

A ERVILHACA

 

Valor alimentício 71, celulose 2. Deve-se usar numa proporção de 10%.

 

A ERVILHA

 

Valor alimentício 73, celulose 12. A melhor é da Tasmânia de cor castanha por ter muita fibra. É o melhor leguminoso. Podemos usar nas misturas até uma percentagem de 20%.

 

A LENTILHA

 

Outro excelente leguminoso, que poucos columbófilos utilizam. Valor alimentício 73,6, celulose 3,5. Muito recomendado numa proporção de 5 a 10%.

 

OLEAGINOSOS

 

Como grãos oleaginosos podemos enumerar o cânhamo, colza, linhaça e o girassol, entre outros.

São grãos cim um grande valor alimentício mas deve-se dar em proporções pequenas, como comida de sobremesa e como factor reconstituinte. O girassol é o que mais se pode utilizar em todas as misturas numa proporção de 5 a 10%.

 

Vejamos como podemos fazer as diferentes misturas segundo as 4 épocas do ano, concurso, cria, muda e repouso.

 

Como é lógico e de acordo com o que foi dito anteriormente existe uma infinidade de maneiras de fazer as misturas com os diferentes grãos que existem. No entanto, existe uns princípios básicos, como seja nas misturas de concurso e muda, a percentagem de leguminosas não pode ser superior a 25%, enquanto para a cria pode ser até os 40%.

 

Antes de entrar nas misturas vamos estudar uma mistura geral que é um modelo matemático simples com o mínimo de grãos, baseando-nos que um pombo consome um mínimo de 80 calorias e um máximo de 110 calorias, dependendo do seu peso, temperatura ambiente e consumo de calorias em função do esforço que realiza. Depois dum minucioso estudo, chegou-se à seguinte mistura tipo:

 

30 gr/ pombo e dia de uma mistura de:

 

30% de Ervilhaca

50% de Milho

20% de Trigo

 

Dados de partida:

 

PROTEÍNAS

HIDRATOS DE CARBONO

GORDURAS

ERVILHACA

23

47.5

1.6

MILHO

9.5

64.3

5

TRIGO

13.7

66.5

1.6

CEVADA

9.3

62.8

2.2

 

 

 

 

 

  • Uma grama de proteína proporciona 4.8 calorias
  • Uma grama de hidrato de carbono proporciona 4.2 calorias
  • Uma grama de gordura proporciona 9.8 calorias

 

Com todos estes dados, vejamos as calorias que proporciona a mistura tipo, considerando que um pombo consome 30 gr. Por dia:

 

1-      PROTEINAS

  0.3*30*23/100*4.8= 9.94 CALORIAS

  0.5*30*9.5/100*4.8= 6.84 CALORIAS

  0.2*30*13.7/100*4.8= 3.94 CALORIAS

 

2-      HIDRATOS DE CARBONO

0.3*30*47.5/100*4.2= 17.9 CALORIAS

0.5*30*64.3/100*4.2= 40.5 CALORIAS

0.2*30*66.5/100*4.2= 16.7 CALORIAS

      

3-      GORDURAS

0.3*30*1.6/100*9.8= 1.41 CALORIAS

0.5*30*5/100*9.8= 7.35 CALORIAS

0.2*30*1.6/100*9.8= 0.9 CALORIAS

Somando todas as calorias dá-nos 105 calorias, pelo que é uma mistura forte e só útil para os fundos e grandes fundos. Para conseguir uma mistura tipo para velocidade e meio fundo devemos rebaixar a percentagem de milho, já que das 105 calorias, o milho contém 40.5 calorias, ou seja, quase os 40% das calorias.

Vamos baixar da seguinte forma:

 

30 gr. por pombo e dia da seguinte mistura:

 

30% de Ervilhaca

40% de Milho

20% de Trigo

10% de Cevada

 

Com esta nova formula e fazendo os cálculos dá-nos um total de 89 calorias, que já mais exequível (aconselhável) para as curtas distâncias.

 

A partir de estes exemplos de misturas podemos fazer todas as necessárias para as 4 épocas do ano, tendo em conta as percentagens máximas de grãos indicados no princípio deste artigo.